Sobre esta inusitada “visita” dos promotores, que pela reportagem do jornal “quase” diário vai gerar tão apenas algumas recomendações à administração municipal, quero deixar também algumas sugestões. Para os representantes do Ministério Público, pedindo desculpa pela intromissão, se é verdade o que lemos nestes dias, melhor da próxima vez marcar hora pra ir, assim não se tem esse tipo de constrangimento. Pode-se também fazer um “Termo de Ajustamento de Conduta” (TAC), dando um prazo de mais um ano para que se coloque ordem no local. Voltando as sugestões à administração, esses podem fazer igual aquela história do português que pegou a mulher com outro no sofá e vendeu o sofá. É só retirar do local o livro de ponto. Melhor deixar somente uma folha do dia, desta forma se evita que assinem pra frente. A troca de Pronto Socorro para Unidade de Pronto Atendimento foi salutar também para que possamos fazer alguns trocadilhos com a sigla que vem sendo usada, UPA: Unidade do Ponto Antecipado. Unidos Pelo Abuso. Unidade do Plantão Avacalhado.
Um fato muito interessante disso tudo e que passou meio despercebido é que os promotores ficaram no local por cerca de uma hora apenas e foram amplamente atendidos, segundo o que se noticiou. Ninguém percebeu que foi provavelmente o atendimento mais rápido do ano juntando o velho PS e a nova UPA. Em se tratando de madrugada, um verdadeiro recorde. Talvez por isso os representantes do “Parquet” estejam sendo tão solícitos como vem sendo falado pela imprensa. Será que não é o caso deles não se identificarem da próxima vez? Quiçá ainda estivessem esperando. Mas fico feliz com essa nova postura do Ministério Público – MP. Tem que ser parceiro mesmo. Num passado não muito distante se armava o maior alvoroço e saía recolhendo tudo. Às vezes colocavam até nome na operação, essa poderia ser “Madrugada”. Sabe... eu mesmo cheguei a falar num outro artigo que o MP Passense não era de brincadeira e com eles “pau que dá em Chico daria em Francisco também”, alertando a nova administração para o afã do MP por esse tipo de caso. Mas acho “bão” eu refazer essa frase: “com pau se dá em Chico, pois com Francisco fazem-se recomendações”. Mas sabe de uma coisa, esses fatos servem para que a inocência seja perdida, afinal de contas, a gente já está meio grandinho para acreditar em certas coisas, e estamos no Brasil. Mas não posso perder o humor agora.

Sobre a explicação do Secretário de que é difícil para ele regular seus “pares” quanto ao horário de trabalho, fazendo até um paralelo da dificuldade, segundo ele, que os membros do MP também encontram em fiscalizar os seus, pois segundo o mesmo, seus subordinados são todos médicos como ele. Ah, entendi claramente. Já fica explicado também a do prefeito em relação ao mesmo, porque esse também é médico. Tudo muito claro. Sobre os demais que não cumprem horário, pois segundo um jornal aí, isso é o que mais tem na administração, qual será a relação que impede tal cobrança? O que todos esses teriam em comum com o chefe que impede tal exigência? Cada um tire sua própria conclusão.
Duas baixas do primeiríssimo escalão na saúde neste ano, as duas se deram, pelo que foi ventilado, em decorrência do horário de trabalho de ambos, era incompatível. E o mais cruel disso é que um deles estava lá, cumprindo integralmente seu plantão. Outra coisa que ninguém comenta é se pode alguém responder por um “departamento”, ser tratada por diretora e receber como assessora especial. “Só aqui, Sucupira e em Londres”. E cadê aquele rapaz de branco que seria um dos “caras” da saúde e não se vê mais falar no moço. Ainda lotado no cargo que excomungava a criação? Mas para que possamos nos despreocupar com relação a essas coisas, parece que a “Amapassos” voltou. Lembram? Aquela associação que fazia o maior barulho... Muito provavelmente irão também querer fazer suas recomendações. Como ficamos todos polidos agora.
